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5 questões a... Carlos Duarte

1 - Para iniciar, e em jeito de curiosidade, diga-nos a que posição jogava, se conquistou algum título, se ainda pratica futebol, se era disciplinado... Fale-nos do Carlos como jogador.
Pratiquei desporto nomeadamente futebol de 11 até aos 20 anos. A partir desta data, e devido à minha vida pessoal, nomeadamente estudante e profissional, não me foi possível dar continuidade a esta prática desportiva. Esta actividade foi-me proporcionada por clubes da nossa região tais como: Camadas Jovens no Motor Clube e seniores na Ilha, Bajouca, Moita do Boi e Mata Mourisquense onde foi o meu último ano desta prática desportiva e que, por coincidência, nos sagrámos vencedores do campeonato distrital. De referir ainda que nesta altura o Guiense não proporcionava que os jovens da guia jogassem no clube, dado que na altura os dirigentes privilegiavam mais os jogadores (estrangeiros). Como jogador fui um atleta normal como outros. A nível de disciplina era um pouco complicado mas em tantos anos de prática, só recebi ordem de expulsão uma única vez! Continuo a praticar futebol na equipa de Velhas guardas do Guiense que tem como principal objectivo dar umas corridas, conhecer outras pessoas e colectividades... Mas a maior satisfação é de confraternizar com os amigos e também abstrair um pouco das actividades profissionais do dia-a-dia comum.

2 - Há quanto tempo pertence à família "Guiense" e como surgiu essa oportunidade?
Sempre pertenci à família Guiense de várias formas, ou seja, umas mais activas, outras menos. A oportunidade de pertencer a esta família mais activa partiu de um conjunto de vários factores tais como: fazer parte de um grupo de trabalho onde me revejo, um grupo de gente que quer mais e melhor para o Guiense e principalmente o gosto de servir o clube sempre com as melhores acções.

3 - Sendo Vice-Presidente do clube, explique-nos um pouco qual o papel de uma direcção num clube como o G.D.G e quais os sacrifícios que a isso estão agregados.
O papel de uma direcção tal como a palavra indica é de dirigir o clube da melhor forma possível, tendo sempre como primeira acção defender os seus interesses de forma intransigente e assim salvaguardar de forma responsável todas as suas acções, quer no âmbito desportivo ou social, e assim dignificar a terra que o mesmo representa nas suas actividades e desta forma contribuir de forma bem vincada para os melhores valores sociais desta colectividade.

4 - Dê-nos a sua opinião acerca do trabalho que tem vindo a ser feito nos escalões de formação e quais os objectivos a médio/longo prazo.
O trabalho desenvolvido na formação do nosso clube tem vindo, ano após ano, a ser cada vez melhor. Este deve-se ao facto de termos pessoas capazes e amigos do Guiense que têm como objectivo ajudar o clube de forma desinteressada mas responsável e assim dotar esta função na sua verdadeira essência da prática desportiva. Todo este trabalho que vem sendo realizado já está a dar os seus frutos, conforme é demonstrativo nas tabelas de classificação das nossas equipas. Mas para mim não é só mais importante os resultados desportivos mas também contribuir para que os jovens pratiquem desporto e assim desviá-los de podres da nossa sociedade. Desde já aproveito esta oportunidade para em nome pessoal e do Guiense agradecer de forma bem vincada a colaboração de toda a gente envolvida neste projecto (pais, directores, técnicos, corpo clínico e jogadores). Estou certo que com toda esta equipa de trabalho o Guiense será no futuro cada vez melhor e mais capaz de atingir os seus objectivos. Por ultimo, em relação aos objectivos da formação deve ser de conseguir incorporar na equipa sénior do clube o maior número de jogadores vindos da mesma e assim dar continuidade ao trabalho realizado nas camadas jovens. Tenho como opinião meramente pessoal que a equipa sénior seja, a médio prazo, formada maioritariamente por jovens formados neste clube e retocá-la "aqui e ali" com outros atletas mais experientes e, assim, poder dar uma maior e melhor consistência ao grupo de trabalho.

5 - No último almoço de aniversário do G.D.G., foram apresentados vários projectos para as novas infraestruturas do clube. Fale-nos um pouco desses projectos e quais as melhorias que isso irá trazer para o clube e para a região.
Em relação aos projectos apresentados no último aniversário do nosso clube têm como objectivo: dotar o clube de melhor e maior capacidade de infraestruturas dado que as actuais são manifestamente insuficientes para as nossas necessidades; fazer do clube uma porta estandarte da zona oeste do concelho; dar maior e melhor capacidade às solicitações desportivas (e a quem nos solicita para tal); contribuir de forma bem presente em todas as actividades do clube. Em suma, que o Guiense seja cada vez melhor em todas as vertentes quer sejam sociais ou desportivas. Tudo isto é possível: basta que os verdadeiros Guienses sejam Guienses. Resta-me também agradecer á Junta de Freguesia, Câmara Municipal, empresários e amigos do Guiense o seu contributo, o qual nos tem sido muito útil.

Carlos Pedrosa Duarte

VIVA O GUIENSE, VIVA O GUIENSE, VIVA!

5 questões a... Dino Marques

1 - Que funções desempenhas no GDG e há quanto tempo?
Desde já queria agradecer a organização do blogue e felicitá-los pelo excelente trabalho que estão a realizar. Comecei como atleta do Guiense aos 15 anos. Tinha chegado da Suíça nesse ano tendo sido neste grande clube que fiz a minha formação. Aos 18 anos integrei como treinador a equipa de Escolas. Claro que na altura ainda não havia as condições de hoje nem nada que se pareça, mas foi aqui que cresci como treinador. Hoje em dia desempenho a função de treinador dos juvenis e treinador adjunto dos seniores há cerca de 2 anos e meio.

2 - É difícil orientar os adolescentes para uma forma correcta de ser e estar no futebol? Que "tácticas" usas?
Essa é sempre uma das grandes questões do futebol porque formar e orientar não são a mesma coisa. É óbvio que são coisas que se complementam mas todos os atletas têm uma forma própria de pensar e agir, conforme o seu meio familiar, escolar, amigos… Tudo isso interfere no seu comportamento e muitas vezes como treinador, tem de se ser sensível e reparar em todos estes aspectos. Daí que lidar com os adolescentes de hoje torna-se deveras interessante. Também fui adolescente há relativamente pouco tempo o que é importante pois, por vezes, é necessário “vestir a pele” deles para os perceber. Hoje em dia os adolescentes estão sujeitos a grandes vícios ligados aos media: programas de TV, PC… vícios que não existiam há 10 anos atrás. O meu método é tentar acompanhá-los, fazê-los ver o lado bom e correcto das coisas, fazê-los acreditar neles mesmos… pois só assim se atingem os objectivos. Todo o resto é o segredo :)

3 - A equipa que treinas (Juvenis) ainda não sofreu qualquer derrota. Faz-nos um pequeno balanço do campeonato até agora.
Não tem sido fácil este ano pois o campeonato tem um formato diferente: menos motivador e com algumas paragens… e os objectivos vêm por fases distintas. O bom empenho dos meus atletas nos treinos vem-se revelando com os resultados. A dedicação deles e a força de vontade têm-se transformado em bons resultados. Ainda não conquistámos nada e penso que estamos ainda muito longe de onde quero chegar, mas vamos no bom caminho. Se os atletas continuarem a trabalhar como têm feito podemos, a longo prazo, fazer um bom trabalho. Desde já agradeço a todos eles pelo empenho e entrega nos treinos e jogos.

4 - Este ano foi uma estreia como treinador adjunto da equipa principal? Como é trabalhar com o Prof. Godinho e o que tens aprendido até agora?
Não. Já tinha sido adjunto do António Sintra e do Rui Gama: dois grandes treinadores que passaram no G.D.G. Desde já agradeço aos mesmos por tudo o que me ensinaram. Aprendi muito com eles e agora continuo a aprender com o mister Godinho. É muito gratificante trabalhar com ele. São estes treinadores (assim como jogadores) que têm passado pelo meu comando, que me têm ensinado o que sei e me tornaram no treinador que sou hoje. Também tenho que agradecer à direcção pelo voto de confiança que me foi dado há 3 anos quando me convidaram para ingressar como treinador adjunto e há 8 anos como treinador dos Escolas. A eles um muito obrigado.

5 - Quais as tuas expectativas para a época de 2009/2010 no que diz respeito aos Seniores e às camadas de formação?
Relativamente às camadas jovens pretendo transmitir os meus conhecimentos, torná-los competitivos e incentivá-los a lutar para ganhar todos os jogos... Mas sempre com pés assentes no chão, respeitando todos os atletas e colaboradores. Sobre os projectos a nível dos seniores acho que já foram apresentados: chegar o mais longe possível na taça (ou pelo menos atingir o resultado da época transacta) e lutar por manter a nossa posição nos lugares cimeiros (entre os 3 primeiros).

5 questões a... António Carvalho

1- Há quanto tempo exerce funções de massagista no clube?
Pode-se dizer que foi já há bastante tempo. Comecei como atleta do clube onde participei nalguns campeonatos, tendo também passado pela Mata Mourisca e Grupo Desportivo da Ilha. Passei para director do Guiense quando este reiniciou a actividade desportiva, pois tinha sido impedido de participar durante dois anos. Iniciado o campeonato e estando tudo a correr bem, aconteceu um percalço: o massagista do clube, Sr. Leonel Marisco, teve um acidente fatal. É aí que entro eu. Sem qualquer experiência de fisioterapia ou de técnicas de recuperação pois só tinha o curso de socorrista da Cruz Vermelha. Então, estimulado pelo Sr. Jorge Rolo, tirei um curso de massagista na A.F.Leiria. Logo de seguida estagiei na União de Leiria onde aprendi muitas técnicas de identificação de lesões e o seu modo de recuperação. Aproveito para agradecer ao massagista Arsénio e ao enfermeiro Rui pois foram eles que me deram a preparação e sensibilização para prosseguir. Fiz ainda várias formações nomeadamente em anatomia e a sua mecânica, traumatismo no desporto, crioterapia, mesoterapia, técnicas de massagem e nutrição.

2 - Existem, neste momento, algumas recuperações de atletas que necessitem especial atenção?
No Guiense com o elevado número de jovens que aqui praticam desporto, existem sempre alguns atletas que, por força das suas lesões, não é possível fazer a sua recuperação no clube. Nomeadamente aquelas em que são necessárias intervenções cirúrgicas. Nestas situações são encaminhados para os sítios competentes.
Na equipa sénior, a que tem maior protagonismo e uma maior relevância nos adeptos, há sempre algumas mazelas que se vão resolvendo. Temos neste momento dois casos que precisam de um acompanhamento mais diferenciado e que são acompanhados por quem de direito.

3 - Quais as lesões que habitualmente afectam a maioria dos atletas? Como intervém?
As lesões desportivas são, por norma, traumatismos, luxações, estiramentos e rupturas musculares. Como se intervém? Eu tenho por norma defender o atleta e depois seguir o processo curativo, respeitando o tempo para que as células se regenerem. Posso falar de como se trata uma ruptura muscular, uma entorse ou uma alimentação correcta para desportistas numa futura apresentação. Gostaria de deixar um alerta muito grande a todos os agentes que andam nestas andanças: quando um atleta se queixa é porque algo que não está bem. É preciso avaliá-lo competentemente e, se necessário, parar de competir até ser bem avaliado. Relembro que o gelo é o mais importante naquelas primeiras intervenções, e que o cloreto de etilo (spray) posto em grandes quantidades mata as células da pele.

4 - Sendo um clube com tantas camadas jovens, como consegue conciliar a sua presença em todos os jogos?
Não é possível uma pessoa, só por si, acompanhar tantas equipas. O clube tem um enfermeiro e um médico que dão apoio. O enfermeiro Sílvio acompanha directamente a equipa júnior. Aos sábados, que é quando existem mais jogos, vamos estando por ali de manhã para o caso de ser necessário. À tarde acompanha-se a equipa dos juvenis e ao domingo não é possível acompanhar os iniciados pois a equipa sénior ocupa o nosso tempo logo pela manhã.

5 - Quais as suas expectativas para a época de 2009/2010 no que diz respeito aos Seniores e às camadas de formação?
No que diz respeito às camadas de formação acho que deve ser isso mesmo; formação com competição e não competição para se ganhar a todo o custo. É de todo incompreensível que se vá buscar atletas das camadas jovens a várias dezenas de quilómetros deixando os nossos irem para os clubes vizinhos perdendo assim sócios, patrocínios e bairrismo… Mas isto é assunto da direcção! A equipa que prevejo que possa fazer um campeonato acima da média é os juvenis (com excelente qualidade). Os Sub-13 também têm um excelente grupo e são muito bem orientados. Acho que se deve olhar para este técnico antes que outros o descubram. Quanto às restantes camadas, ainda não tenho uma opinião formada.
A equipa sénior está repleta de excelentes atletas e, também, muito bem orientada. Têm todas as condições para fazer valer as suas capacidades. Apenas peca por ser um plantel muito curto que vai, de certeza, pagar essa falha.

Avançado dos Séniores, Joel, dá entrevista ao Derbie

O avançado Joel é uma das figuras do Guiense neste início de época. Em quatro jogos, o ex-avançado do Portomosense já apontou três golos. O jogador em declarações ao DERBIE salienta que "estamos a começar bem e neste momento, estamos no segundo lugar. As coisas estão a correr bem e só espero contribuir com mais golos para ajudar a equipa. O Guiense não se assume como candidato à subida, apenas lutamos pela melhor classificação possível. Temos um espectacular grupo de trabalho e esse é um dos segredos, para a boa campanha que estamos a efectuar", salienta. Na temporada passada as coisas não correram bem ao avançado, mas o jogador do Guiense salienta que "não foi uma temporada feliz em termos individuais, mas em termos colectivos, fomos campeões e subimos à terceira divisão". Questionado acercado do que motivou o regresso ao Guiense, Joel é claro: "O grupo de trabalho. Eu representei o Guiense antes de rumar até ao Portomosense e esse foi um dos principais motivos para regressar. Sinto-me bem no clube", realça.